Um dia de cada vez

Semana que vem vai fazer um mês desde a última vez em que te vi. Feliz e disposta sem qualquer noção de que aquela despedida comum no terminal rodoviário seria, de fato, uma despedida. Não sei ao certo em que momento nos perdemos e ainda não consigo dizer às pessoas, quando perguntam, que “não estamos mais juntos” então só respondo de forma mecânica e espero que o assunto passe rápido. E passa. O desconforto é notável..

Passa uma vez, duas, dez.. Até que chega a fase em que a resposta já não é automática, saindo natural e saudosa. É tempo das pequenas vitórias. Como o que? Ora, só há dois dias fui capaz de abrir o netflix pra buscar algo e assistir. Ontem? Consegui abrir a porta, ao voltar pra casa sozinha, sem chorar. Hoje consegui fazer aquela lasanha pro almoço – a clássica, molho/massa/molho/queijo/molho, sabe? E assim a vida vai seguindo. Vai chegar a hora em que as pequenas vitórias vão passar despercebidas por serem comuns, e as grandes vitórias não iremos compartilhar. Triste? Talvez. Perdas tem sua porcentagem de melancolia e eu já sofri algumas.

Hoje eu acordei melhor, amanhã eu realmente já não sei. A ideia? Ir um dia de cada vez. Você permanece nas músicas que eu ouço, no meu inglês errado e em tudo que eu vejo. Quero chegar ao ponto de olhar a tudo isso e só sorrir, com gratidão por ter vivido a experiência. Vou chegar lá, eu sei que vou. E como já diz um som do Projota que me faz lembrar você desde a terceira vez que te vi, “faz parte sentir saudade”. 

Não estamos mais juntos, mas você segue em mim.

 

TT 

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